Ser ou não ser, eis o Timão

E o Corinthians, o subversivo Corinthians, no decorrer de um século jogou as mais preciosas pérolas aos porcos.

Melhor, contra os porcos.

Pérolas que atendem pelo nome de Neco, Amílcar, Teleco, Belangero, Luizinho, Baltazar, Rivellino, Palhinha, Sócrates, Neto, Marcelinho Carioca e muitas outras como a irreverente e risonha Viola.

O processo civilizatório parece ter entrado de vez na vida dos palestrinos que agora exaltam o Pacaembu, pondo de lado o chiqueiro em reforma – que mesmo depois desta continuará sendo um chiqueiro.

Disseram até que são donos do Pacaembu.

Só porque amaciaram o campo no dia da inauguração há exatos 71 anos, em uma preliminar contra o Coritiba, para que o Maior de Todos pudesse fazer rolar a bola, colocam-se na condição de senhores. E parece que pé de porco não presta apenas à feijoada, mas também para ajeitar gramado: o Corinthians, jogando a partida de numero 700 de sua história, aplicou 4×2 no galo mineiro para deleite das arquibancadas.

Mas muito antes da inauguração do Paca, os porcos, nessa altura do campeonato mais roxo de hematomas que verde, já sofriam nos impiedosos pés do SCCP, que em plena crise de 1929 já mandava um sapeco e faturava o sétimo paulista com apetitosos 4×1 em pleno chiqueiro.

Aliás, o mesmo placar que pôs fim a farra verde em 1935 – em tarde inspirada do ponta direita Teixeira que marcou três vezes;

E, se algum de nossos funcionários, resolver tirar o pé da bola neste decisivo derby, que seja evocada a força do grande Teleco, que mesmo com o braço machucado deixou sua marca garantindo praticamente o primeiro titulo no futebol profissional na vitoria de 1×0 – novamente no chiqueiro – em 14 de novembro de 1937.

Piada de mal gosto, verde, imatura, corinthiano sabe como ninguém rebater: em pleno Alfredo Shuring, quando ganhamos de 2×0, um palestrino resolveu colocar o focinho de fora soltando um galo verde dentro do campo.

Depenado pelo Bando de Loucos, só restou uma única pena, exposta em nossa sala de troféus.

Enquanto Mussolini e Hitler marchavam sobre a Europa, durante a segunda guerra mundial, Jesus intercedeu pelo mestiço povo corinthiano e aplicou sonoros três tentos, no Pacaembu, na goleada de 4×1 para desespero de Oberdan Cattani – que naquele dia não cattani nada.

Mas o que a Fiel gostou, aliás, o que a Fiel ADOROU foram os 7 anos de tabu, contados a partir de 1951.

E foi uma Farra com f maiúsculo!!!!

Em 52, o alvinegro conquista em definitivo a Taça Cidade de São Paulo, pois ganhou 5 vezes alternadas o torneio. E adivinhem em cima de quem??? Claro que dos porcos que tomaram 5 x1 – de virada!

Sem precisar comentar o IV Centenário – que muito se falou. Nem da histórica virada em 71. Muito menos da conquista de 95 sacramentada com o tiro-lança de Elivélton.

Domingo, 01 de maio, dia do trabalhador, o Corinthians, sendo apenas Corinthians passará fácil pelo nosso mais tradicional saco de pancadas. Resta apenas saber o placar.

Eis a questão…

M.A.

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SERVÍLIO

 

SERVÍLIO

*MEIA-DIREITA (1938 / 1949)

*360 J (239 V, 50 E,71 D) ,201 G

Chamando de “O Bailarino” pela beleza de seu jogo, Servílio de Jesus (*São Félix, BA, 15/12/1915 – São paulo, SP. 10/4/1984), foi descoberto pelo Corinthians em uma excursão á Bahia, quando ele jogava pelo Galícia de Salvador. Além de bailar, Servílio também fazia gols.

 

 

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